
Educação interprofissional na formação em Medicina
Se você está ingressando agora no universo da medicina já deve imaginar que a formação médica vai muito além do aprendizado teórico, certo?
Para que um profissional esteja realmente preparado para os desafios da prática, é essencial que ele desenvolva habilidades de comunicação, trabalho em equipe e tomada de decisão. E é nesse contexto que a educação interprofissional se torna indispensável, tornando a formação conjunta uma excelente estratégia para o desenvolvimento dessas habilidades.
Defendidos por órgãos como a OMS e o Ministério da Saúde (Brasil), modelos de ensino que estimulam uma participação ativa dos alunos, como a educação interprofissional, proporcionam um aprendizado ainda mais completo.
Neste formato, estudantes de diferentes áreas da saúde aprendem juntos, promovendo uma educação colaborativa através do ensino integrado entre diferentes áreas. Essa troca de experiências favorece a integração de saberes, formando profissionais mais capacitados para atuar em equipe e oferecer um atendimento de qualidade.
Para você que está iniciando sua trajetória na medicina, entender a importância dessa formação conjunta pode fazer toda a diferença no seu desenvolvimento. Continue a leitura para descobrir com a Unic como essa estratégia transforma a prática médica ainda durante a graduação!
- 1 O que é educação interprofissional e por que ela importa na Medicina
- 2 Histórico e evolução da educação interprofissional
- 3 Principais metodologias ativas na educação interprofissional
- 4 6 Benefícios da educação interprofissional na prática médica
- 5 Como as áreas se complementam quando o assunto é a educação interprofissional
- 6 Formas de implementar a educação interprofissional nas universidades
O que é educação interprofissional e por que ela importa na Medicina
A educação interprofissional é uma prática que reúne estudantes de diferentes áreas para aprenderem juntos, promovendo o trabalho em equipe e a troca de experiências, resultando em profissionais mais preparados para os desafios da prática clínica.
Na medicina, esse modelo permite que estudantes de diversos cursos, como enfermagem, fisioterapia, farmácia, odontologia, medicina veterinária e outros desenvolvam juntos competências essenciais para a atuação profissional.

Essa integração prepara os futuros médicos para a prática colaborativa em saúde – um elemento essencial no atendimento moderno.
Donald Schön, Howard Gardner, David Kolb e outras grandes figuras da história da medicina tiveram influência na implementação de estratégias modernas e mais eficientes de ensino, como a educação interprofissional.
Vale destacar ainda que essa metodologia tem se mostrado essencial para a formação médica, garantindo profissionais mais qualificados e alinhados às necessidades do sistema de saúde e mercado de trabalho de forma geral. Da mesma forma, o formato de ensino contribui ainda para o desenvolvimento de habilidades clínicas e pessoais, aprimorando a comunicação e o trabalho em equipe.
Leia mais: Saiba como desenvolver habilidades clínicas durante a formação em medicina!
Histórico e evolução da educação interprofissional
A capacitação interdisciplinar na área da saúde começou a ganhar mais espaço a partir da segunda metade do século XX. Naquela época, instituições acadêmicas passaram a reconhecer a importância da formação conjunta entre diferentes profissionais.
A Universidade Harvard foi uma das pioneiras a integrar essa abordagem em seus programas de ensino superior, influenciando diversas outras escolas médicas ao redor do mundo.
Principais marcos da educação interprofissional:
- Década de 1960: Movimentos isolados de departamentos distintos da saúde começaram a questionar a formação excessivamente sem vínculo entre os profissionais de saúde. A colaboração entre os profissionais de saúde começa então a ganhar força.
- 1988: A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a necessidade de maiores esforços relacionados à melhora de competências colaborativas entre áreas da saúde.
- 2010: Ocorre o lançamento do material “Marco para a Ação em Educação Interprofissional e Prática Colaborativa”, da OMS – que reforça ações estratégicas de educação e reforça seus benefícios e avanços no ensino médico.
- Atualmente: modelos interprofissionais são amplamente utilizados em diversas universidades e centros médicos, reforçando o trabalho em equipe e a capacitação interdisciplinar.
O impacto dessa evolução vai além da medicina, beneficiando toda a área da saúde e promovendo um atendimento mais eficiente e humanizado. Portanto, entende-se que a integração de saberes entre diferentes especialidades fortalece o ensino e melhora os serviços prestados à população.
Principais metodologias ativas na educação interprofissional
A educação interprofissional se fortalece através de metodologias ativas que promovem um ensino dinâmico e colaborativo. Essas abordagens colocam os estudantes no centro do aprendizado, estimulando a resolução de problemas reais e a prática em equipe.
Algumas das principais metodologias utilizadas são:
- Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL)
Amplamente adotado em cursos de saúde, o PBL incentiva os alunos a trabalharem juntos na solução de casos clínicos reais ou simulados. Essa estratégia estimula o raciocínio crítico, a comunicação e a tomada de decisão em equipe – fundamentais na rotina de médicos e outros profissionais da saúde.
- Simulação Clínica
Atividades de simulação clínica criam cenários realistas para que os estudantes possam treinar habilidades técnicas, além de habilidades clínicas e interpessoais – e, o mais importante: sem colocar pacientes em risco!
Com o uso de modelos anatômicos e manequins tecnológicos, além de softwares interativos e até realidade virtual, essa metodologia melhora a prática baseada em evidências e fortalece a segurança do paciente.

Essas e outras metodologias que incentivam uma aprendizagem ativa são fundamentais para preparar médicos e outros profissionais da saúde para um ambiente de trabalho colaborativo, melhorando a qualidade dos serviços prestados e garantindo um atendimento mais humanizado, seguro e eficaz.
Leia mais: Entenda a importância e aplicação de metodologias ativas na formação médica!
6 Benefícios da educação interprofissional na prática médica
Com diversos benefícios aos profissionais e pacientes, as principais vantagens da educação interprofissional na prática médica e treinamento conjunto de profissionais de saúde envolvem:
- Aprimora as habilidades de comunicação em saúde: a aprendizagem colaborativa entre diferentes áreas melhora a comunicação entre os profissionais, reduzindo falhas na transmissão de informações (ruídos de comunicação) e consequentemente otimizando a coordenação de cuidados centrados no paciente.
- Reforça a segurança do paciente: equipes treinadas para atuar em conjunto geralmente têm menos chances de cometer erros médicos, garantindo um atendimento mais seguro e eficiente.
- Desenvolve a prática colaborativa e o trabalho em equipe multidisciplinar: profissionais que aprendem juntos desde a graduação compreendem melhor o papel de cada área, favorecendo um cuidado mais integrado e eficaz. Com isso, pode-se dizer que a aprendizagem em equipe aprimora ainda mais o currículo médico!
- Favorece a tomada de decisão compartilhada: a interação entre profissionais com diferentes formações permite que as decisões clínicas sejam mais bem fundamentadas, combinando múltiplas perspectivas para um atendimento mais preciso.
- Prepara os alunos para cenários reais: a aprendizagem integrada por meio de simulações e práticas interprofissionais cria experiências mais próximas da realidade, aumentando a prontidão dos futuros médicos para o ambiente profissional no qual serão inseridos ao término da graduação.
- Reduz o estresse no ambiente de trabalho: ao fortalecer a cooperação entre equipes, o clima organizacional melhora, reduzindo conflitos e proporcionando um espaço mais harmônico para a atuação dos profissionais.
- Facilita a adaptação a novas tecnologias e protocolos: a constante interação entre diferentes profissionais acelera a incorporação de inovações na prática clínica, tornando o sistema de saúde mais dinâmico e eficiente, além de favorecer o preparo dos profissionais para as novas demandas do mercado.
Como as áreas se complementam quando o assunto é a educação interprofissional
Que a colaboração entre diferentes áreas da saúde é essencial para um atendimento mais eficiente e humanizado você já entendeu, certo?
Então, agora vamos compreender melhor como diferentes áreas da saúde podem se complementar na horaq dos estudos e do trabalho:
- Enfermagem e Medicina: os enfermeiros acompanham de perto a evolução dos pacientes, administram medicações e prestam assistência contínua, tendo uma relação íntima com o cuidado ao paciente. A interação e troca de conhecimento entre médicos e enfermeiros garante uma comunicação eficiente, promovendo também um cuidado mais seguro e coordenado.
- Medicina Veterinária e Medicina: embora muita gente não saiba, a atuação do médico veterinário contempla mais de 80 áreas, incluindo a saúde pública. Além de atuar no controle de zoonoses, os médicos veterinários desempenham um papel crucial que contribui para a vigilância epidemiológica, saúde da família e segurança alimentar. A parceria com a medicina humana fortalece ações preventivas e o combate a surtos de doenças infecciosas.
- Odontologia e Medicina: embora não seja do conhecimento de todos, a saúde bucal tem forte relação com diversas condições médicas, como doenças cardiovasculares, alterações renais e diabetes. O conhecimento compartilhado entre médicos e dentistas permite diagnósticos mais completos e estratégias preventivas mais eficazes.
- Fisioterapia e Medicina: a reabilitação de pacientes exige um trabalho conjunto entre médicos e fisioterapeutas. Em diversos casos, como os de pós-operatório, doenças neurológicas e problemas respiratórios, essa integração contribui para a recuperação funcional e melhora da qualidade de vida e bem-estar do paciente.
Você imaginava como essa troca de conhecimento pode ser ampla e dinâmica? Então agora vamos falar um pouco sobre como as universidades podem implementar e apoiar a educação interprofissional!
Formas de implementar a educação interprofissional nas universidades
A implementação da educação interprofissional nas universidades exige um planejamento estruturado e o envolvimento de diversas instituições reguladoras e acadêmicas.
Órgãos como o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) e o Ministério da Saúde desempenham um papel fundamental na promoção dessa abordagem, incentivando a integração curricular e o treinamento interprofissional.

Confira abaixo algumas estratégias que as instituições de ensino, como as universidades, podem utilizar para incluir a educação interprofissional na formação médica:
- Capacitação docente: a formação compartilhada também deve incluir a participação dos professores. O Fórum Nacional de Educação Interprofissional em Saúde (FNEIS) incentiva o treinamento de docentes para que possam mediar o aprendizado de forma mais integrada e eficaz. Trabalhos, como este – da Faculdade de Medicina da USP, reforçam a importância da capacitação profissional para a implementação do formato de ensino.
- Criação de grupos e ligas interprofissionais: muitos alunos tomam a iniciativa ativa de organizar grupos de estudo interprofissionais, o que estimula a troca de conhecimento e a prática colaborativa desde os primeiros anos da graduação.
- Uso de metodologias ativas: a adoção de práticas como simulação clínica, PBL (Aprendizagem Baseada em Problemas) e estudos de caso interdisciplinares favorecem o aprendizado conjunto e a construção e desenvolvimento de competências interprofissionais.
- Treinamento interprofissional em cenários reais: parcerias com hospitais universitários, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e programas comunitários possibilitam experiências práticas, onde os alunos desenvolvem habilidades de trabalho em equipe e cuidados colaborativos.
Tendências e futuro da educação interprofissional na Medicina
Graças ao avanço das tecnologias educacionais e a crescente valorização do trabalho em equipe na saúde, a educação interprofissional tende a se tornar um pilar essencial na formação médica.
Instituições de ensino reconhecidas mundialmente e também no Brasil, como a Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Hospital Albert Einstein e Conselho Federal de Medicina (CFM), além de outras, estão cada vez mais investindo no apoio de metodologias inovadoras e no fortalecimento da formação compartilhada.

A importância da educação interprofissional na formação de médicos do futuro
Agora que você já sabe como a educação interprofissional pode impactar de forma positiva na sua carreira médica, é hora de escolher uma instituição de ensino qualificada para trilhar este caminho!
Em um cenário onde a medicina se torna cada vez mais integrada a outras áreas da saúde, a capacidade de trabalhar em conjunto será um diferencial essencial para os profissionais do futuro. Por isso, escolher uma instituição de ensino que valorize a formação compartilhada pode fazer toda a diferença no seu desenvolvimento acadêmico e profissional.
É exatamente isso que a Unic faz! Com mais de duas décadas de tradição e nota máxima no MEC (5 estrelas), o curso de Medicina da Unic possui como principais diferenciais:
- Oportunidades de estágios em diferentes áreas de atuação.
- Corpo docente qualificado e formado por professores experientes.
- Sucesso na aprovação de alunos em programas de residência médica.
- Infraestrutura moderna, que conta com equipamentos e laboratórios de aulas práticas de alta tecnologia.
- Possibilidade de ingresso por diferentes formas, como por exemplo o uso da nota do Enem ou vestibular tradicional de Medicina.
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